sábado, 31 de outubro de 2015

ITÁLIA - VENEZA - PONTE RIALTO


Ponte de Rialto

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Coordenadas: 45° 26′ 16.64″ N, 12° 20′ 9.36″ E

Ponte de Rialto
A Ponte de Rialto é a ponte em arco mais antiga e mais famosa sobre o Grande Canal, na cidade italiana deVeneza. Ela foi formalmente a única ligação permanente entre os dois lados do Grande Canal, até abrirem as restantes travessias.

História[editar | editar código-fonte]

A primeira construção que cruzou o Grande Canal foi uma ponte flutuante, construída em 1181 por Nicolò Barattieri. Chamou-se Ponte della Moneta, presumivelmente pela cunhagem de moeda veneziana que se fazia perto da sua entrada oriental.
A evolução e importância do mercado de Rialto na margem oriental do canal aumentou o tráfego fluvial consideravelmente perto da ponte flutuante. Por isso, foi substituída por volta de 1250 por uma ponte de madeira. A estrutura tinha duas rampas inclinadas que se uniam a uma secção móvel, que podia ser elevada para que passassem barcos altos. A relação da ponte com o mercado finalmente produziu a troca de nome desta. Durante a primeira metade do século XV, duas fileiras de lojas foram construídas nos lados da ponte. Os impostos destas lojas entravam no tesouro da cidade, que ajudava na manutenção da ponte. Isso era vital numa ponte de madeira.
A primitiva ponte como era 1500, segundo Vittore Carpaccio.
A ponte de Rialto foi queimada parcialmente durante a revolta liderada por Bajamonte Tiepolo em 1310. Em 1444, caiu quando foi demasiado o peso da multidão reunida para ver um desfile náutico, sendo reconstruída outra vez, e em 1524 voltou a derrubar.
A ideia de uma reconstrução em pedra foi pela primeira vez proposta em 1503. Vários projetos sucederam-se nas décadas. Em 1551, as autoridades venezianas pediram propostas para renovar a Ponte de Rialto. Numerosos arquitetos famosos, como Michelangelo, Jacopo Sansovino, Andrea Palladio e Jacopo Vignola ofereceram os seus préstimos, mas todos realizaram propostas de enfoque clássico com diferentes arcos, que foram tidos por inadequados para esta obra.
A ponte de pedra que hoje existe é formada por um único arco, desenhado por Antonio da Ponte, e construída entre 1588 e 1591, baseado no desenho da anterior ponte de madeira: duas rampas inclinadas cruzam-se num pórtico central. De cada lado das rampas há uma fila de cubículos rematados com arcos de meio ponto, que servem como espaços de comércio. A ponte é apoiada em 600 estacas de madeira, com a construção disposta de tal modo que em cada momento as juntas dasaduelas são perpendiculares à força do arco. O desenho de engenharia foi considerado tão audaz na época que o arquiteto Vincenzo Scamozzi predisse a sua queda. No entanto ainda hoje se ergue a Ponte de Rialto, sendo um dos ícones arquitetónicos da cidade de Veneza. A peculiaridade desta ponte é que parece romper com a tradição arquitectónica de construir pontes de tipo romano baseados na estrutura de arco de meio ponto com uma nova tipologia de arco rebaixado. Mas neste caso a inovação é somente visual, porque se trata igualmente de um arco de meio ponto que o nível da água oculta as bases (aduelas basais) do arco que só visualmente parece rebaixado.

Actualidade[editar | editar código-fonte]

Segundo dados das autoridades locais, passam sob a ponte ao longo de 10 horas mais de 1.600 barcas, 700 táxis aquáticos e 200 gôndolas. Em agosto de 2013, um turista alemão morreu num acidente entre uma gôndola e um vaporetto[1] .

Galeria[editar | editar código-fonte]


ITÁLIA - VENEZA - MURANO


Murano

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(Redirecionado de Ilha de Murano)
Lido
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Localização de Murano
Geografia física
País Itália
LocalizaçãoLagoa de Veneza
Murano Aq1.jpg
Murano
Murano, embora descrita como uma ilha da lagoa de Veneza, é de facto um arquipélago de sete ilhas menores, das quais duas são artificiais (Sacca Serenella e Sacca San Mattia), unidas por pontes entre si. Tem aproximadamente 5500 habitantes e fica a somente 1 km de Veneza. Murano é um local famoso pelas obras em vidro, particularmente candeeiros.
Murano foi fundada pelos romanos, e desde o século VI foi habitada por gente procedente de Altino e Oderzo. A principio, a ilha prosperou como porto pesqueiro e graças à produção de sal. Era um centro de comércio. Com o porto controlavam a ilha de Santo Erasmo. A partir do século XI a cidade começou a decair devido a muitos habitantes se mudarem para Dorsoduro. Tinham um grande poder local, como o de Veneza, mas desde o século XIII Murano foi governada por venezianos. Contrariamente a outras ilhas da lagoa, Murano cunhava as suas próprias moedas.
Em 1291, todos os cristaleiros de Veneza foram obrigados a mudar-se a Murano devido ao risco de incêndio, porque a esmagadora maioria dos edifícios de Veneza era construída em madeira. Durante o século XIV, as exportações começaram e a ilha ganhou fama, inicialmente pelo fabrico de missangas de cristal e de espelhos. O cristal aventurine foi inventado na ilha e, durante algum tempo, Murano chegou a ser o maior produtor de cristal da Europa. O arquipélago, mais tarde, ficou conhecido pelo fabrico de lustres. Embora tenha havido grande queda durante o século XVIII, a cristalaria continuou a ser a industria mais importante da ilha.
No século XV, a cidade tornou-se popular como lugar de férias dos venezianos, e construiu-se um palácio, mas esta moda extinguiu-se depois. O campo da ilha era conhecido pelas suas árvores de fruta e jardins até ao século XIX, quando começaram a construir-se mais casas.
As atrações da ilha são a Igreja de Santa Maria e São Donato, conhecida pelos seus mosaicos bizantinos do século XII, e porque se diz que alberga os ossos de um dragão que matou São Donato; a Igreja de São Pedro Mártir e o Palácio da Mula. As atrações relacionadas com o cristal incluem muitas obras neste material, algumas delas da época medieval, em espaços abertos ao público. Há um Museu do Cristal (Museo Vetrario) que se encontra no Palácio Giustinian.

Galeria[editar | editar código-fonte]

ITÁLIA - VENEZA - CASSINO



Lido (Veneza)

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Lido
Leguna Veneta.png
Localização do Lido
Geografia física
PaísItália
LocalizaçãoLagoa de Veneza
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Terminal de vaporetto do Lido, vistos da lagoa
Lido di Venezia é uma ilha da Itália, na região do Véneto, com 18 quilómetros de comprimento.[carece de fontes] A ilha é uma longa parede de areia, que fica na entrada da laguna de Veneza.[1]
Situada a sudeste de Veneza, separa a lagoa de Veneza do golfo de Veneza (mar Adriático). É estância balneária e centro turístico. Realizam-se nela o festival cinematográfico da Bienal de Veneza e exposições de arte. Possui cerca de 20.000 residentes, e um local turístico muito procurado. A ilha tem um casino. O Festival Internacional de Cinema de Veneza tem lugar no Lido todos os anos no mês de Setembro.
A ilha tem três localidades. O próprio Lido, a norte, alberga o festival de cinema, o Grand Hotel des Bains, o Cassino de Venezae o Grand Hotel Excelsior. Malamocco, no centro, foi a primeira povoação. Era o lugar de residência do Doge de Veneza.Alberoni na ponta sul alberga o Forte de San Nicolo e um campo de golfe.

Referências

  1. Ir para cima↑ Bruno F. A. Dietrich, The Italian Harbors of the Adriatic Sea, publicado em Economic Geography, Vol. 7, No. 2 (Apr. 1931), pp202‑209., texto em domínio público [em linha]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


ITÁLIA - VENEZA - PIAZZA SAN MARCO


Praça de São Marcos

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(Redirecionado de Piazza San Marco)

Praça de São Marcos
A Praça de São Marcos (em italiano: Piazza San Marco) é a única[1] praça de Veneza, e o seu principal destino turístico, com permanente abundância de fotógrafos, turistas e pombos. Atribui-se a Napoleão Bonaparte, embora muito provavelmente o deva fazer-se a Alfred de Musset, a autoria do epíteto de le plus élégant salon d'Europe (o salão mais belo da Europa).
Também é um dos únicos grandes espaços urbanos numa cidade europeia onde as vozes das pessoas se impõem sobre os sons do tráfego motorizado, o qual está restrito aos canais da cidade.

História[editar | editar código-fonte]

A piza foi iniciada no século IX como área pequena frente à Basílica de São Marcos original. Foi estendida para a sua forma e tamanho atuais em 1177, quando o Rio Batario, que a limitava a oeste, e um porto que tinha isolado o Palácio Ducal da praça, foram aterrados. A reestruturação foi realizada para o encontro do Papa Alexandre III com o Imperador Frederico Barba-Roxa.
A praça tem sido sempre o centro de Veneza. Foi o local onde se deram todos os importantes eventos da história da República de Veneza, e é a base do arcebispado desde oséculo XIX. Foi o foco de muitos festivais e é um lugar imensamente popular na Itália.
Foi pavimentada em finais do século XIII com ladrilhos em padrão em espinha, com linhas que permitiam organizar o mercado e as muito frequentes procissões cerimoniais. Em1723 os ladrilhos foram substituídos por um desenho geométrico mais complexo, composto por pedra vulcânica escura com padrões geométricos em pedra branca, a cargo do arquiteto veneziano Andrea Tirali, e esta oportunidade foi aproveitada para levantar a praça em aproximadamente um metro.
Em 1890 o pavimento renovou-se devido ao desgaste seguindo um desenho similar ao de Tirali, mas eliminou-se as ovais e cortou-se a esquina ocidental para acomodar melhor a Ala Napoleónica no final da praça.

Edifícios[editar | editar código-fonte]

O espaço aberto está dominada pelo Basílica de São Marcos, o Palácio Ducal de Veneza e o Campanário da Basílica que se ergue a um lado da praça.
Os edifícios ao redor da praça são, em sentido inverso ao dos ponteiros do relógio desde o Grande Canal, o Palácio Ducal, a Basílica de São Marcos, a Torre do Relógio de São Marcos, a Antiga Procuradoria, a Ala Napoleónica, a Nova Procuradoria, o Campanário de São Marcos, a Logetta e a Biblioteca Marciana. Grande parte do piso térreo dasProcuradorias é ocupado por cafés, incluindo o Caffè Florian e o Gran Caffè Quadri. O Museu Correr e o Museu de Arqueologia estão situados em alguns edifícios da praça. ACasa da Moeda fica atrás da Biblioteca Marciana na margem do Grande Canal. Estas últimas construções foram completadas durante a ocupação napoleónica, embora o campanário tenha sido reconstruído posteriormente.

Inundações[editar | editar código-fonte]


Inundação de 2005.
A Praça de São Marcos é o lugar mais baixo de Veneza, e quando a água sobe no Mar Adriático por tempestades ou excesso dechuva é o primeiro sítio a inundar-se. A água drena diretamente para o Grande Canal, o que é ideal quando chove, mas quando a maré sobe (em italiano, diz-se acqua alta) tem o efeito inverso, e a água do canal escoa para a praça.

Ver também[editar | editar código-fonte]